Psicologia e Psicoterapia

Psicologia e Psicoterapia

Se você deseja conhecer uma terapia que auxilia — com tempo e objetivo definidos — o paciente a sair de uma crise emocional aguda, a psicoterapia breve pode ser o que está buscando.

O que é psicoterapia breve?

A psicoterapia breve se trata de um tipo de tratamento psicológico que tem foco e tempo determinados.

A atenção deve recair sobre uma queixa específica do paciente, que será trabalhada após uma análise do seu quadro. Para isso, já nas primeiras consultas é definido um foco, bem como as estratégias para alcançá- lo.

Nesse sentido, a psicoterapia breve se divide em três modalidades:

  • 1. Estrutural ou de impulso
  • Nessa modalidade são utilizadas entrevistas e testes psicológicos, com a finalidade de elaborar um diagnóstico de conflito primário associado ao problema principal do paciente. Baseado nisso, será feito um trabalho terapêutico com duração e finalidade determinadas.

  • 2. Relacional
  • Já nesse caso, preocupa-se menos com a técnica, com o tempo e com critérios, dando mais importância ao momento presente e à experiência particular do paciente.

  • 3. Integrativo ou eclético
  • Por fim, nessa modalidade o psicoterapeuta utiliza vários recursos, que, posteriormente, serão analisados e adaptados à situação atual do paciente. O foco, de toda forma, sempre será a necessidade do paciente.

Como funciona a psicoterapia breve?

Nessa abordagem, a figura do psicoterapeuta é bem diferente do que é visto na psicanálise. Enquanto, nessa, a postura é mais neutra e passiva, na psicoterapia breve o especialista se expressa mais, assumindo uma postura mais ativa e com maior número de intervenções.

Basicamente, a pessoa vai ao consultório, explica por que está procurando ajuda psicológica e diz qual questão deseja trabalhar. Em seguida, acerta com o profissional o número de sessões e o problema específico que será discutido.

Diante disso, uma dos motivos que levam a essa conduta é o incentivo de atividades entre as consultas que visam desenvolver uma certa força para lidar com as questões emocionais. No geral, o tratamento possui três fases:

  • 1. Inicial
  • O psicoterapeuta faz uma avaliação curta, cuja finalidade é identificar a real situação do paciente e o meio em que ele está inserido. Ainda nessa fase é elaborado um planejamento terapêutico com a queixa a ser trabalhada, bem como o objetivo a ser atingido e as estratégias de tratamento.

  • 2. Medial
  • Aqui serão colocadas em prática as estratégias estabelecidas na primeira fase. Se for necessário, o especialista fará adaptações de acordo com o progresso da terapêutica, e também uma revisão sobre o trabalho até o momento.

  • 3. Final ou terminal
  • Já nessa etapa, o paciente e o psicoterapeuta caminham para a finalização do processo, analisando o trabalho já realizado. Além disso, é realizado um estudo dos objetivos alcançados e daqueles que se mantiveram até o fim da terapia.

Quantas sessões são necessárias?

Como o nome sugere, nessa modalidade o tempo é mais reduzido. Assim, o especialista foca em um problema ou questão particular, e utiliza técnicas específicas para atingir o objetivo predeterminado. Ainda assim, isso não significa que o tratamento seja insuficiente.

Apesar de ser uma terapia breve, ela não exige pressa. Pelo contrário: ela permite que profissional e paciente trabalhem juntos, com foco na resolução de crises pontuais. E também é muito eficaz na identificação de padrões de personalidade arraigados, que devem ser tratados de forma mais profunda.

Nesse sentido, o número de sessões é variável, pois vai depender de cada caso. Em média, é recomendado uma sessão por semana, durante um período de seis meses. E, se o tempo não for suficiente, pode ser reavaliada a necessidade de fazer mais algumas sessões ou encaminhar o paciente para uma abordagem prolongada.

A quem se destina?

De forma geral, a psicoterapia breve é indicada às pessoas que precisam de um atendimento mais focalizado na sua problemática atual. Por se tratar de uma modalidade com duração reduzida, ela é mais acessível financeiramente — principalmente pelo espaço que vem ganhando nos planos de saúde.

Assim, pacientes com queixas como depressão, pessimismo, dores psicossomáticas, falta de iniciativa, distúrbios de sono, sentimentos de impotência e desesperança, dentre outros sintomas, podem se beneficiar bastante com o tratamento.